Combate popular/WILLIAM PÔRTO


                                              TALENTO

   Contam, não sei se é verdade, que na juventude o saudoso Chateaubriand que se tornaria um grande jornalista e fundador dos Associados, foi fazer um teste para jornalista. O chefe de redação para avaliar o seu potencial mandou que ele fizese um artigo sobre Jesus Cristo. O candidato antes de começar o artigo indagou do chefe: - Atacando ou defendendo? Foi dispensado do teste e admitido no ato. Era um jornalista nato, embora não fosse um bom exemplo para os jornalistas.

   Fez escola, ainda hoje, a maioria dos jornalistas quando vai fazer alguma matéria, antes consulta ou chefe, se deve fazer assim ou assado  a matéria. E a maioria sempre chega os quartos à seringa. Nunca contraria a chefia. Por isso o jornalismo é tão parcial.

   Acabou o tempo do jornalista independente, livre, idealista, consciente, coerente, aquele jornalista que dignificava a profissão. Há as exceções, mas elas são desviadas para reportagens especiais, ficam meio encostados. Só não sabe disso quem é do time de Eremildo, o idiota.

   Tem mais: o talento no meio jornalístico está escasseando, agora pululam na imprensa os oportunistas, medíocres e, o que é pior, moleques de recado. Felizmente há as redes sociais e a imprensa independente como Carta Capital, Caros Amigos e outras. Mas a maioria é composta por jornalistas que são meros fantoches.

CONTA-GOTAS

   Admito perfeitamente que não tenho autoridade para fazer comentários sobre a França, país que nunca visitei. Mas o que coloquei nos meus comentários foram fatos que li em livros, revistas e jornais. Há imbecis que não entendem que as pessoas podem muito bem conhecer os países pela leitura e há os que visitaram o país e voltaram sem saber nada dele. Mas, gente, como cansa discutir com  ignorantes. Prefiro não descer a detalhes. Esse pessoal é mesmo medíocre paca.

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   Não adinta fazer beicinho  e nem dar muxoxo, nem também piripaque. Não vou deixar de dizer o que sinto e nem o que penso. E fazer isso à minha maneira. Cada um tem um modo própriode escrever. Disse um pensador francês que o estilo é o homem. Se alguém lê uma crônica ou qualquer tipo de escrito de minha autoria e coloca a carapuça o problema é dele. E se não a coloca o povo cuida disso. A carapuça sempre é colocada e parece até que tirei o molde. O que não posso é deixar de ser independente e de dizer o que penso. Eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim, como di o samba de Wilson Moreira.

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   Quero deixar bem claro que nunca disse que era religioso praticante. O que disse é que sou cristão. Ser religioso é facil, basta assinar o ponto e posar nos rituais. Mas ser cristão é muito mais difícil, é preciso ser solidário, justo e humilde no cotidiano, o que os santinhos do pau oco não conseguem. Não sou, reconheço,um exemplo de cristão praticante de cultos religiosos, mas sou cristão à minha maneira,dando preferência ao menos favorecido e unindo minha vida pessoal com o combate popular  por uma sociedade mais justa. admitindo meus erros e fraquezas, sem esconder absolutmente nada. E estou me lixando para as críticas que me apontam como adversário da religião. Tenho mais o que fazer.

PERGUNTA CABULOSA

   Quem é mais safado, o capacho ou quem dá cobertura e prestígio ao capacho? Acho que o mais safado é quem acoita esse verme.

FRASE: "Amante é como piscina, o custo não paga a manutenção".  (  Marcelo Serrano  )



Escrito por William Pôrto às 21h34
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                                    O POVO NÃO É INOCENTE

   Ninguém mais do que eu, no rádio, na imprensa e até na praça pública tem defendido o nosso povo. E sempre fiz isso sem visar a nenhum interesse político ou de qualquer espécie. Fiz isso por consciência, porque fiz opção pelos menos favorecidos.

   Mas se defendo o povo, tenho o direito também de criticar os seus erros e vacilações. E fraquezas. Por que haveria de passar a vida passando a mão na cabeça do povo como se ele fosse uma criança de colo? Não posso absolver os erros e nem o masoquismo do povo.

   Acho que o povo tem que ser chamado à responsabilidade. Tem que ser responsabilizado pelos seus erros e fraquezas. Por exemplo: tem que votar com mais responsabilidade e independência. Se o voto é secreto, se não há possibilidade de ninguém revelá-lo, por que tanto medo de contrariar A ou B?  Vou ser mais direto: o povo vota errado porque quer. E se faz isso não merece respeito. Principalmente de quem o defende sem visar a nenhum interesse. Se age como inocente útil é por livre vontade. Não motivo para esconder essa verdade.

   Potiguar Matos numa das suas crônicas disse: "Sabe, improvável leitor, pensando bem, pior do que o candidato ruim é o eleitor descrente, omisso ou relapso. Ele é que cria os monstros, capazes de devorá-los".

   Concordo em gênero, número e grau com Potiguar.

CONTA-GOTAS

     De repente, no domingo, depois do jogo do Sport e Santa Cruz, ouvi um estalo incrível, era como se um prédio tivesse caído. Foi quando ouvi alguém dizer que o teto da nova construção da Faculdade do Damas havia arriado completamente. Fica vizinho do prédio onde moro. Não tenho condições de analisar o que houve, mas fiquei estarrecido com o silêncio da imprensa em geral sobre um fato acontecido num bairro conhecido, num dos maiores colégios do Recife. E nem o colégio veio apúblico dar uma explicação. Faltou transparência. Ah, Pernambuco.

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   A CPI do Cachoeira é uma brincadeira. Não é nada sério. E não é sério porque não temos um congresso de verdade. Agora estão acionando e incentivando uma divergência entre membros do Ministério Público e da Polícia Federal. É a estratégia para protelar, confundir, fabricar a marmelada. Unamuno dizia que a Espanha lhe dóia. Nós podemos dizer que o Brasil nos dilacera e envergonha.

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   A minha previsão sobfre a composição das futuras câmaras da nossa região é pessimista. Acho, isso é possível, que vai piorar. Não estou vendo nenhuma possibilidade de se eleger candidatos sérios, éticos e competentes. E não prfecisaria ser a maioria, bastariam três em cada cidade, mas a divisão e o egoísmo vai fazer com que se elejam apenas os piores.

PERGUNTA CABULOSA

   Quem é mais chato, João da Costa ou Maurício Rands? Só vai tirando no palitinho.

FRASE:  "A tradição é a personalidade dos imbecis.  ( Einstein  ) 



Escrito por William Pôrto às 20h44
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                                  PROGRESSO DISCUTÍVEL

   Ninguém de bom senso pode ficar contra o progresso. Ou contra o Desenvolvimento. O saudoso papa Paulo VI dizia: "O Desenvolvimento é o novo nome da paz".

   No entanto, é preciso que o progresso (ou o desenvolvimento) não se torne um problema para os mais pobres. Explico: se por um lado, ele gera empregos e as vendas aumentam, por outro lado, causa exclusão das parcelas mais pobres da população, aquele pessoal que não é especializado e não está apto a concorrer no mercado de trabalho. Mais: o progresso não planejado e que não se faz com cuidado faz com que os aluguéis disparem, os imóveis se valorize muito, os gêneros de primeira necessidade aumentem muito de preço, bem como os remédios e produtos de toda espécie. Vi apartamento que custou 40 mil reais ficar por duzentos mil em menos de 5 anos. E aluguel de duzentos reais subir para mil e quinhentos, afora condônio e IPTU. Vejo os pobres comprando cada vez menos produtos básicos, e outros sem dinheiro para  comprar seus remédios. Mas vejo também minorias enricando demais.

   Pergunto: esse progresso, que acho momentâneo, diga-se de passagem, está certo? Penso que não, deveria ser melhor planejado, como acontece nos países mais sérios. Aqui há um surto sazonal de progresso, acabou os investimentos públicos, acaba o progresso, e quem mais vai sofer serão os excluídos. Agora, os cahoeiras, mensaleiros, empresários corruptos vão todos ficar mais ricos. E também os negociantes que burlam o fisco. Esse progresso discutível precisa ser discutido e questionado. Urgente.

CONTA-GOTAS

   Eu avisei que o jogo era difícil e era mais para o Santa Cruz. O motivo é que o Santa Cruz estava motivado e em ascenção, e é melhor dirigido. O outro Ponto é que o Sport não tem atacante. Mazola é fraco,foi demitido. Mas quem devia pedir demissão era toda a diretoria do Sport. Ela é a maior culpada.

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   Partiu para a Eternidade o Doutor Jotinha, pesqueirense, advogado em Arcoverde. Homem íntegro e decente, grande profissional. Foi o primeiro editorialista do Jornal de Arcoverde. Era uma referência de cidadão. Aos seus familiares os meus sentimentos, de minha família e dos meus leitores. Valeu, Doutor Jotinha.

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   Saiu mais um número do Pesqueira Notícias que está entrando nos seus dezenove anos de vida. Sou colaborador desde o início. Sei o que significa para Pesqueira esse jornal. Nesse último número escrevi a crônica "O Último dos Moicanos", sobre o senador Pedro Simon, aconselho a classe política a ler essa crônica e, quem sabe, tentar imitar um pouco da ética e do civismo desse grande senador do Rio Grande do Sul. Viva Pedro Simon.

PERGUNTA CABULOSA

   Qual a maior besteira, as reuniões políticas que não levam a nada ou o sonho irreal de uma noite de verão de alguns políticos da Região, que querem ser generais antes de ser soldados? Não se pode escolher a opção mais ridícula, é como escolher entre o nada e o lugar nenhum.

FRASE:  "Há sodalícios (corram para o dicionário, imortais de marré-deci) literários que oferecem chá e bolo aos seus membros, mas há outros que o jeito é oferecer guaraná favoritex e capim, fica mais apropriado aos distintos intelectuais".  (  Abrantes Coutinho  )



Escrito por William Pôrto às 12h31
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CRÔNICA DE DOMINGO

A sirene da Peixe

(Pesqueira, PE)

 O velho estava jogando damas com o neto quando, de repente, ouviram o apito estridente da sirene da Peixe. O velho se emocionou e quase derrubou o tabuleiro do jogo, mas o neto fez que não percebeu a sua perturbação e perguntou:
- O que foi, Vô? Será que houve um incêndio?
O velho tirou os óculos, enxugou o rosto com a manga do casaco e respondeu:
- Não, menino, a sirene tá apitando porque estão inaugurando o espaço onde agora vai funcionar a feira, no pátio da Peixe.
- E por que o apito?
- Ah, você é muito novo e não conhece a história da Peixe. Era esse apito que acordava nossa cidade avisando os operários que estava na hora de rumar para o trabalho. O apito da sirene que você ouviu é uma homenagem ao passado.
- Vô, me conte um pouco da história da Peixe.
O velho acendeu um cigarro, deu uma tragada, seguiu com o olhar as piruetas da fumaça como se estivesse absorto relembrando a sua própria história, voltou os olhos para o neto e disse:
- Olhe, menino, a história da Peixe tem muito a ver com a história da goiabada. Ela começou quando Dona Dina, filha de uma doceira da Pitanga, inventou a goiabada como a conhecemos hoje, maleável, cor-de-rosa, bonita e gostosa, muito diferente do antigo tijolo e...

O neto interrompeu:
- Quer dizer que quem fundou a Peixe foi essa doceira?

- Tenha calma, estou falando da invenção da goiabada, fazendo justiça à sua inventora. Os fundadores da Peixe foram o Capitão Carlos Xavier de Brito e sua esposa, Dona Maria da Conceição Cavalcanti de Brito (Dona Yayá). Eles vieram morar em Pesqueira onde o capitão começou a negociar no térreo de um sobrado vizinho do antigo Clube dos 50. A esposa dele era uma mulher muito ativa e com visão empreendedora. Ela resolveu fundar uma pequena fabriqueta de doce de goiaba. Sabe quem escolheu para ajudá-la? Dona Dina, a inventora da goiabada. Começaram com alguns tachos; era, como se diz hoje, uma indústria de fundo de quintal. O capitão, de início, não acreditou na iniciativa da mulher. Somente dois anos depois foi que resolveu aderir à empreitada de Dona Yayá, quando notou que a atividade comercial estava declinando devido à estrada de ferro estar levando o progresso para outras paragens.

 

- O capitão continuou com o comércio?
- Não, liquidou essa atividade e voltou-se unicamente para a fábrica da mulher. Então mandou fazer várias máquinas de cortar flandres e de fechar latas, e aumentou o número de tachos que em 1908 já eram 41. Não parou por aí. Foi à Europa e adquiriu várias máquinas. A indústria funcionava na Rua 15, onde ele instalou uma linha férrea até a Estação da Great Western com quatro troles e um bondinho para passageiros. Abriu uma fabriqueta de massa de tomate em Alagoinha.
- Oxente, Vô!, a Peixe fabricava extrato em Alagoinha?
O velho riu e explicou:
- Não, era apenas uma fabriqueta. A Peixe só investiu pesado na industrialização do tomate em 1928, depois da morte do capitão, quando o grupo era dirigido pelo Comendador Manuel Caetano de Brito. O Comendador consolidou e ampliou a Peixe, comprou fábricas, usina, terras... Além disso, foram fundadas a J. Freitas, Armazém Central, Revendedora Ford, Vila Operária, etc. O Comendador faleceu prematuramente em 1956.
- Esse Comendador foi muito importante, não é?
- Foi decisivo. Ele era um financista nato. E era um homem fraterno que se dava bem com todo mundo. A morte dele foi o primeiro golpe sofrido pelo império de Carlos de Brito.
- E os descendentes do capitão?
- Foram importantes, mas não eram financistas, não tinham a vocação do Comendador para entender e conviver com os meandros do sistema capitalista.
- E o Doutor Moacyr de Brito?
- Ah, esse não era um financista. Era um cientista, um especialista em conservação de solos e criação de gado leiteiro de alta mestiçagem de holandês. Era um pesquisador. Foi também um grande administrador, mas a sua vocação era a ciência do solo. Na verdade foi um grande ecologista. Ele dizia que a saída para a nossa agropecuária era aceitar viver uma vida frugal e uma pobreza digna. Nunca foi um cosmopolita e também nunca se encantou com o consumismo dos novos-ricos.

 

 

- Mas, Vô, mesmo sem o Comendador como foi que esse império fechou?
- Olhe, menino, deve ter sido devido à crise do capitalismo nacional. Veio a necessidade de reduzir custos, buscou-se saídas equivocadas e imorais como a parceria agrícola que era uma forma de driblar os direitos trabalhistas, o que não deu certo. Houve também as pragas do tomate como o “requeima”, a concorrência com as fábricas do sul e, por fim, o golpe militar de 64.
- Quer dizer que o golpe não foi bom para a Peixe?
- De jeito nenhum. Olhe, quando depuseram Jango e Arraes, a sirene da fábrica apitou em homenagem ao golpe, mas foi um dobre de finados contra ela mesma. Sabe por quê? Porque os militares escancararam o país para o capital estrangeiro. Sufocaram a indústria nacional e, resultado, muitas empresas passaram para o controle estrangeiro. A Peixe foi vendida por preço vil ao Brascan. Era o começo do fim do império de Carlos de Brito.
- Ela morreu nesse momento?
- Não, ela continuou funcionando, mas sem a força de antes. Os novos proprietários não tinham nenhuma sensibilidade para com a nossa terra. Mais: o solo estava cansado, veio também a onda do tomate irrigado na beira do São Francisco, o que inviabilizou o tomate “sequeiro”. A Peixe começou a passar de mão em mão, servindo apenas de joguete para tacadas financeiras e filigranas contábeis. Venderam terras a preço vil e a unidade de Pesqueira foi reduzida quase a um depósito de polpas. Ficou agonizando até que jogaram a última pá de terra: fecharam os prédios e levaram as máquinas...
O velho se emocionou, soluçou, lágrimas escorreram pelo seu rosto, o neto perguntou:
- Que é, Vô?!!! Não está se sentindo bem?
O velho se recompôs, limpou outra vez o rosto com a manga do casaco e disse emocionado ao neto:
- Você não imagina o que sentimos quando vimos os caminhões levando as máquinas da Peixe. Foi como se estivessem levando alguém da nossa família para o cemitério.
- É danado, Vô, um império ser transformado em feira.
- Mas além da feira vão colocar lá secretarias municipais, casa de shows e dizem que virão algumas indústrias de pequeno e médio porte.
- Mesmo assim ainda é pouco.
- Pior seria se os prédios continuassem fechados. Era humilhante.
Voltaram a jogar damas. Depois de alguns lances, o velho armou um laço, ofereceu uma pedra. O neto comeu e aí ele “engoliu” quatro pedras do neto fazendo uma dama e vencendo a partida. O velho riu e disse:
- Parece que você abilolou quando ouviu a sirene da fábrica.

 

Publicado no Pesqueira Notícias em outubro de 2007.
Este blog só volta na terça-feira. Acho que os intelectuais de Pesqueira precisam contar a nossa história. Ficar apenas posando de importantes é besteira.

 

Blog do autor: Combate Popular: http://blogdewilliamporto.zip.net
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Este blog só volta na terça-feira.PARABÉNS a todas as mães de Pesqueira,Arcoverde e o mundo todo.



Escrito por William Pôrto às 09h02
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                                    O IBIS E O BARCELONA

   É indiscutível o direito de torcer por qualquer time pequeno, inclusve pelo Ibis, considerado o pior time do mundo (eu mesmo simpatizo paca com o Ibis). Acho que também é um direito a pessoa não gostar do oposto, o Barcelona. Questão de gosto não se discute. Mas se comenta.

   Seria melhor, que essa pessoa ou torcedor, que não gosta do Barcelona, torcesse por um time que fosse capaz de jogar de igual para igual com o time de Messi.  O Real Madrid, por exemplo. Ou o Santos, que considero, apesar da derrota para o Barcelona,  o melhor time do mundo. E acho que Neymar está jogando igual a Pelé quando esse tinha a idade do atual ídolo do Santos.

   Bom, mas o que desejo com essa introdução que, admito, está meia capenga, é falar sobre as candidaturas olímpicas. Elas, além se serem linha auxiliar da situação, são hilárias. Não têm condições de competir, apenas se prestam a chacotas. São uma espécie de Ibis da política.

   O que acho interessante, volto ao futebol para ilustrar o meu raciocínio, é que os times começam disputando torneios inferiores, e com o tempo, vão ascendendo até atingirem a divisão especial.

   Era isso que os políticos kamikases deveriam fazer, começar de baixo. Vamos a outro exemplo: as forças armadas, ninguém começa como general, vai fazendo carreira, subindo de posto até chegar ao generalato. É  o que esses políticos sonhadores e hilários deveriam fazer: começar como candidatos a vereador. Mas não aceitam disputar cargo inferior. O motivo? Olha, acho que é porque temem perder para vereador, e a anarquia e a gozação seriam maior do que a derrota para prefeito. Preferem, portanto, ver o Ibis enfrentar o Barcelona. É o fim da picada. Um sonho de uma noite de verão.

CONTA-GOTAS

   Estou sentindo um orgulho muito grande de um irmão meu. Um dos que vi bebê, engatinhar, dar os primeiros passos, tirar uma foto rodeado de latas de leite Ninho, foi campeão no país de consumo de Leite Ninho, depois vi-o virar adolescente e adulto. Acompanhei de perto cada uma das fases de sua vida. Sou até seu compadre, padrinho do seu filho. O orgulho é até meio antigo, mas se renovou e cresceu agora que estou acompanhando a sua bravura no enfrentamento de uma doença cruel. Está lutando bravamente e, graças a Deus, à família e aos amigos, está vencendo a luta. Mas o maior mérito é a sua força. Como vocês todos sabem sou avesso a homenagens, a única que gosto é quando dizem que sou filho do Major Wilson e de Dona Maria Almira, esposo de Dona Nice, pai de Anna e Almira, avô de Camila e Guilherme. Mas se quiserem que eu mareje os olhos de orgulho digam que sou irmão de Rogério Pôrto (Bé). Fico tão satisfeito que é capaz da asma bater e eu ter que usar a bombinha. Bé é um dos maiores orgulhos deste velho blogueiro. Juro.

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   Passo horas ouvindo meus dois irmãos mais novos e meus dois sobrinhos (filhos de Giza minha irmã), que foram criados juntos como irmãos, conversando sobre sua infância e adolescência, as aventuras, namoros, presepadas e etc e coisa e tal. Rio muito, mesmo sem ter participado desses causos, sou de uma geração mais velha. Dia desses tive que usar a bombinha de tanto rir quando um deles contou a história do noivado de um dos sobrinhos no Caçote. Um causo de arraso que vou contar numa crônica domingueira, o único problema é que não consigo parar de rir quando começo a escrever sobre o assunto.

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    Não posso deixar de rir com a quantidade de reuniões a que são submetidos os políticos do interior, pensando que estão decidindo alguma coisa, nem desconfiam que é tudo cortina de fumaça, lero-lero, conversa mole, faro, enrolada. Olha, tudo é decidido de cima para baixo, a arraia miúda não aponta nada. Essa história de Agenda 40 é hilária. Quem vai decidir tudo é o governador, é ele estalar os dedos e todo mundo chega os quartos para a seringa. - É mentira, Terta? - É não, Pantaleão, é verdade. Tem mais: quem discordar do esquema perde os cargos de confiança. E tem gente que se perder esse cargo vai terminar no asilo. No asilo de doidos.

PERGUNTA CABULOSA

   Para que nota de repúdio a autoridade judicial que teceu loas a um prefeito numa reunião sobre as eleições? A hora do protesto era quando o cara começou a rasgação de seda. Era só pedir um aparte, algo Constitucional, e fazer os reparos e o protesto. Olha, se eu estivesse presente teria feito isso. Alguém duvida? Se duvida não me conhece. Eu não aguento injustiça calado, respondo na hora que nem caldo de cana.

FRASE:  "Deus dá o frio conforme o cobertor".  (  Adoniran Barbosa  ) 



Escrito por William Pôrto às 21h54
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                                   ELOGIOS GRATUITOS

   Um amigo meu me telefonou relatando uma reunião onde uma autoridade judiciária de âmbito estadual, fez uma palestra sobre as eleições. O que pode, o que não pode; quem é e não é ficha suja; enfim, o que é legal e o que não é legal na campanha. Algo oportuno e fundamental. Não como negar a importância desse fato.

   Mas a autoridade pisou na bola elogiando um detentor de mandato, colocando nas alturas, enfeitando o maracá desse político da situação. Que ele simpatize com um político, tudo bem. Mas explicitar essa simpatia numa palestra ampla e informativa em que estavam todos os partidos, é privilegiar o partido do tal político. Esqueceu a autoridade que isso é parcialidade. Mais: segundo a imprensa a PF esteve há dias nessa cidade  investigando a prefeitura. Além disso, baseado em Relatório da CGU, a Procuradoria Federal abriu vários processos contra essa prefeitura. Não estou fazendo juízo de valor sobre as acusações. Não. Estou apenas dizendo que elogiar uma administração que está sendo investigada é, no mínimo, uma gafe monumental. É mais, é uma forma de parcialidade, o que talvez não tenha sido o intuito da autoridade, mas foi algo inusitado e inadequado.

   Nada é mais ridículo do que elogios gratuitos. Que se seja gentil, educado, cortês, mas sem descambar para os elogios num ato que não é solenidade da situação, mas uma reunião informativa e dirigida a todos os politicos e partidos.

   Acho sinceramente que seria melhor não fazer esse tipo de reuniao, ou fazer várias, uma para cada partido, sem privilegiar nenhum político com elogios. A justiça tem ficar acima dos políticos. É minha opinião que tem a cobertura do exercício da cidadania.

CONTA-GOTAS

   Soltaram os bicheiros do Rio. Eles estavam presos acusados de envolvimento como tráfico. Ora, se era para soltar, para que prenderam? Mas estamos no Brasil, um país onde quem tem bom advogado, advogado caríssimo, é solto com facilidade.

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   Devia o governo federal divulgar o montante de recursos que já foram liberados nos últimos oitos anos para as prefeituras municipais de todoo Brasil. Seria uma maneira das pessoas avaliarem o que foi feito em termos de saúde. Não dá para somar tudo pela Transparência Brasil. A divulgação dessas  verbas rasgaria a fantasia de muita gente, principalmente dos que estão engrdando a custa dessas verbas.

   Não compreendo uma oposição que teme questionar publicamente autoridades, mesmo judiciais. Isso não é oposição de verdade, é oposição de marré-deci. Renunciar por medo a um direito de cidadania é uma fraqueza imperdoável. Numa democracia a discordância não é ficção. Tem mais o homem medroso nunca será um grande cidadão. E o político medroso nunca será um líder.

PERGUNTA CABULOSA

    Qual é a oposição mais medrosa, a de Arcoverde ou a de Pesqueira? Dou uma na outra e não quero torna.

FRASE:  "De circunlóquios eu nada sei. O caso eu conto como caso foi. Na minha frase dura lei, o ladrão é ladrão, o boi é boi".  (  Do Folclore Nordestino  )



Escrito por William Pôrto às 21h27
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                                                                 DOUTOR JECKILL E MISTER HYDE

                                               

   Penso que essa CPI do Cachoeira não vai levar a nada. São tantas as limitações e camisa de força impingidas à investigação, além do fato de comprometer gente de um lado e do outro, que não se pode esperar que ela atinja os seus objetivos. Mais: ela está sendo ativida também para fazer esquecer o julgamento do mensalão. Outro ponto, não se compreende que o Procurador Geral da República estivesse ciente dos fatos dos ilícitos de Cachoeira e seus blues caps e não tenha tomado nenhuma providência. Ele tem que ser ouvido, se não for é uma desmoralização.

   Mas não é propriamente sobre a CPI que quero falar, mas sobre o senador Demóstenes Cachoeira Torres. Esse senador era a estrela maior do Dem (partido que teve a participação também de Arruda), era considerado um senador duro e inimigo ferrenho da corrupção. Uma espécie de Catão brasileiro. Vejam quem foi Catão no Google. Não dá para resumir a biografia dele aqui e agora.

  Mas esse senador Caxias tinha duas personalidades. Ele lembra muito um personagem de Robert Louis Stevenson, num livro famoso: O Médico e o Monstro. De dia ele era um médico famoso e muito bondoso, o doutor Jeckill, mas à noite, depois de tomar umas drogas se transformava em mister Hyde um monstro assassino. Não há como não fazer um paralelo com Demóstenes Cachoeira Torres, ele no senado era um Rosbierre, o incorrptível (consultem o Google), mas por debaixo dos panos era capacho do bicheiro e corrupto Cachoeira.

  Fosse vivo, Stevensom teria à mão uma matéria-prima para um novo romance: O senador incorruptível e o boleiro vulgar.

CONTA-GOTAS

     No site do Lima Coelho, num comentário sobre uma matéria sobre a exposição de jovens ao chumbo, que era, inclusive comportamento agressivo e outros males, a leitora Márcia Lopes pediu que eu divulgasse no meu blog esse fato. É o que estou fazendo: alerto às autoridades em saúde para lerem a matéria que saiu no site sobre o perigo que a exposição ao chumbo produz nos jovens.

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   Há uma cachoeira de boatos na política de Pesqueira. Alguns são tão cabeludos e sem nexo que não dá para comentar. Mas o que impressiona é a teoria da ferradura: os opostos se atraem. Como ficam parecidos. Até na maneira de apequenar o debate se igualam.

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   Dois comentários me deixaram sensibilizado. Um foi de alguém que disse que estou no caminho certo e que se meu blog só tivesse 365 acessos no ano seria dele. O outro foi da amiga Helena, ela me parabenizou por meu aniversário no dia 4 de maio. Mesmo sendo avesso a aniversário adorei a lembrança e a gentileza. O véio tá ficando ainda mais velho, mas espera ficar como os bons vinhos ficam quando envelhecem: melhores. E nunca azedar e nem virar vinagre.

PERGUNTA CABULOSA

   Quando será que Isaltino Nascimento virá a Pesqueira fazer uma conferência sobre como dirigir no trânsito, e Protógenes Queiroz sobre a CPI do Cachoeira? Acho que nunca.

FRASE:  "A minha pátria é a Língua Portuguesa".  (  Fernando Pessoa )



Escrito por William Pôrto às 21h40
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                                   VIVA A INFORMÁTICA

   Confesso que sou avesso à informática, até o meu blog é digitado e publicado por colaboradores que entendem do assunto. Mas acho que ela, a informática, é fundamental ao mundo moderno. Mais: foi a informática, via internet, quem gerou as redes sociais, democratizando as informações, fazendo com que a mídia fascista mentisse menos.

   Por outro lado, ajudou muito na medicina, até com robôs que operam e computadores que fazem análises, além de ter sido decisiva na informatização das finanças e na industrialização e no comércio. Foi útil também na Educação.

   Também no que diz respeito ao combate às fraudes foi de grande utilidade. Agora mesmo na CPI do Cachoeira  é um instrumento decisivo para as apurações dos ilícitos. Os tribunais estão mais agéis graças a informatica. Vejam que ela ajudou muito, por exemplo, a detectar as fraudes nas contas rejeitadas de políticos, fazendo com que eles ficassem com a ficha suja. Ela acabou também, pasmem, até com as fraudes nos "comandas" dos restaurantes universitários e de outras institucionais estatais, impedindo que os sabidões fraudem as contas nesses locais.

   Há ainda o fato dos casos de violência e truculência de violentos que ficam gravados na internet, uma espécie de fonte permanente de consulta para os cidadãos. A internet é, portanto, importante para lembrar e advertir sobre casos de violência.

   Fica,  mesmo sendo avesso à informática e à tecnologia em geral, a minha homenagem à informática. Viva a informática. E priu.

CONTA-GOTAS

   Volto a insistir: é preciso separar  o sonho da realidade. Principalmente os delírios. Essas candidaturas olímpicas, abentreiras, kamikazes, só servem à situação, são uma espécie de linha-auxiliar da situação. Deviam logo aderir à situação e deixar de besteiras.

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   Depois do filho do milionário Eike Batista que matou um ciclista com seu automóvel  de luxo, agora o ex ministro Sergio Amaral causou a morte de um motociclista. Mas com bons advogados e boas relações, não tenham dúvidas, vai terminar surgindo a hipótese que o ciclista e o motociclista se suicidaram. Ah, Brasil.

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   Não estou entendo esse carnaval em torno dessas  fotos da atriz Carolina Dieckman. Realmente é crime mostrar fotos de alguém sem o seu consentimento. Mas se as fotos não estão estragando a carreira dela, parece que foram geradas fora do país, a coisa está meio esquisita, dizem que foram copiadas quando ela mandou consertar o computador, a coisa só cai nas costas do pequeno. Outra coisa: a a atriz estava meio desaparecida e de repente entrou de novo na mídia. Sei não, o que sei é que não vai dar em nada mas a atriz vai aparecer paca. Coisas da mágica da publicidade.

PERGUNTA CABULOSA

    Por que tanta festa para esse deputado Waldemar Borges? Pesqueira precisa de água não apenas para 44 famílias, mas para a maioria do seu povo. Consultando os resultados das últimas eleições esse deputado só teve 200 votos em Pesqueira. Mas agora está na crista da onda. Ah, Pesqueira.

FRASE:  "Se gritarem pega ladrão não fica um,meu irmão". (  samba popular muito cantado nesse tempo de CPI  )



Escrito por William Pôrto às 21h21
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                                                          FRANÇA

                           

   Nada a comentar sobre a vitória de Hoallande sobre Sarcozy. Era a crônica de uma derrota anunciada. O que desejo nesta croniqueta é falar algo sobre a França, país que não conheço, mas, devido a curiosidade (a que não matou o gato), leio muito sobre a França, principalmente sobre a sua história e literatura.

   Acho que a Revolução Francesa, como já disseram, é a mãe de todas as revoluções, talvez o maior fato da história da liberdade, embora o xiitismo tenha transformado-a num banho de sangue e gerado Napoleão com sua ambição nociva pelas guerras e pelo poder. E pelo nepotismo. Faço também restrição ao colonialismo francês.

   Mas o que acho admirável na França de hoje, seja quem for o presidente, é que nada muda no setor público, onde praticamente não há roubo. Mais, segundo a imprensa, a França possui 11.000 quilômetros de autoestradas sem um só buraco. O PIB é de 42 mil dólares anuais. E produz mais que o Brasil num território que é de 6% do nosso. O serviço público de saúde é nota dez. E o salário mínimo é cinco vezes maior que o nosso. Detalhe: não há assaltos à mão armada e nem fila nos ônibus. Há problemas como a invasão dos emigrantes e o desemprego. Mas não há miséria. Não vou falar na educação porque a nossa perde até para a a maioria dos países da América Latina, avaliem para a França.

   Sou mesmo um cara curioso: acho o Hino Nacional da França, a Marselhesa, algo que chama e conclama à luta. Foi feito durante uma revolução de verdade, enquanto o nosso com aquele horrível "deitado eternamente em berço esplêndido, sugere acomodação e marasmo. Quando no hino da França se diz Marchon! Marchon!, a gente sente disposição para a luta. O Brasil devia imitar um pouco a França. Mas numa coisa nós ganhamos: em mulheres bonitas. Não há Carla Bruni que chegue perto das nossas mulheres. Mas devíamos nos espelhar no que dá certo na França.

CONTA-GOTAS

    Chamos a atenção de alguns políticos da Região para algo importante: a necessidade de eleger vereadores capazes e idealistas. Sem isso não adianta eleição para prefeito. Uma câmara de vereadores com vereadores competentes é fundamental. São eles que fazem as leis, projetos e fiscalizam o executivo. Pesqueira e Arcoverde devem medidar sobre esse problema.

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    Volto a falar nos Relatórios da CGU. Todo cuidado é pouco. Eles geraram e estão gerando inquéritos. A justiça tarda mas não falha. Tem algumas pessoas que acham que os Relatórios da CGU são algo pro-forma. Estão enganadas. De repente, não mais que de repente, como diz o poema de Vinícius chega a hora dos réus prestarem contas à justiça. Não se brinca e nem se subestima um órgãosério como a CGU.

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   Deu na VEJA: "Protógenes Queiróz (deputado federal do PC do B). Nas escutas auxiliares de Cachoeira combinam um encontro do deputado com o ex-diretor da Delta Cláudio Abreu. Protógenes ainda foi gravado orientando o sargento aposentado Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, ex-agente secreto da Aeronáutica apontado como integrante do grupo de Cachoeira, como agir para embaraçar uma investigação conra ele aberta pela PF". Esse importante quadro deve aparecer na Região na campanha municipal. Tem muito o que ensinar.

PERGUNTA CABULOSA

    Quem sofre mais uma itomba na boca de um jegue ou um aposentado do INSS que não pode maiscomprar osremédios que necessita? É claro que é o aposentado. Ah, Brasil.

FRASE:  "Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo".  (  Hino Nacional Brasileiro  )



Escrito por William Pôrto às 16h14
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